quarta-feira, abril 05, 2006

Pois eis - outra vez -
o tal expectante
cheio de orações óbvias,
gramaticais
numa cadeira de cama
com a imaginação activa,
social.
Eles batem à porta,
vagabundos do espírito
reforçados de ténue
por causa do carrossel,
animalesco turbilhão plástico
eu
cheio de orações em surdina.
A medida certa
foi um charco,
os meus pés a pisá-lo;
isto, os penitentes chuviscos
em miniatura,
as minhas pernas a escorrê-los
sentadas.
Não esclareci a medida certa
da liquidez
métrica
da anti-métrica,
perdeu-se algo no espaço-entretanto,
e o eu buscá-lo é uma corrida
apertada
mas vaga e falsa de emoção,
pelo que não faz mal.
Já passei. Este é o meu pó,
à minha procura,
tossindo crónicamente a realidade
de que não existo,
por uns tempos.
Assim, existo
umas pernas hirtas
de cadeirão
e escorrego na casca de letras
da sopa de banana
vitamina,
pretensa a vital
mas vago e falso
vitral.